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Meu Perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, MOOCA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Sexo, Bebidas e vinhos
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CANETADAS ENTRE CONHAQUES... Entre e beba A Vontade
A volta está engraçada...

Só para não
dizerem que não falei das flores:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13977333923504004321
Acontece!
Escrito por Poeta às 02h52
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Caminhada II
(reciclagem, ajudem)
Todo dia mato um Senão
E dia a dia tenho histórias novas
Sonhos ou pesadelos, agora são
Não canso de buscar a hora
Ainda mais diante da insistência no passado
O amanhã, mais que hoje, é meu agora
Às vezes agonizo, creio ser paranóia
Mas o tempo me mostra a grande piada.
Daqueles que vêem o presente indo embora
Sem lembrarem, pobres, da vida que é boa
Ignoram que o tropeço cotidiano é sempre passo
E assim meus dias caço
E Tu o queiras...
Sempre caçarei
Escrito por Poeta às 04h14
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Eis que...
(Pois é, Poetinha Vinicius)

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo – Perdoai! Eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia antes de ter, esse medo De ferir tocando, essa forte mão de homem Cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos Essa inércia cada vez maior diante do Infinito Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade Do tempo, essa lenta decomposição poética Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Poeta.
Resta esse coração queimando como um círio Numa catedral em ruínas, essa tristeza Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado De pequenos absurdos, essa capacidade De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade De aceitá-la tal como é, e essa visão Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável A que às vezes os Poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade Pelo momento a vir, quando, apressada Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto Esse eterno levantar-se depois de cada queda Essa busca de equilíbrio no fio da navalha Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.
Escrito por Poeta às 03h44
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Sorriso nos Lábios
(Gonzaga Jr., o Gonzaguinha...)

Vidro moído, areia, e um café da manhã
E um sorriso nos lábios
Um ensopadinho de pedra, no almoço e jantar
E um sorriso nos lábios
O sangue, o roubo, a morte, e um negro em cada jornal
E um sorriso nos lábios
Noventa e cinco sorrisos suando na condução
E um sorriso nos lábios
Mas sonha que passa
Ou toma Cachaça
Agüenta firme Irmão
Na Oração
Deus tudo vê
E Deus dará
Ou então acha graça
É tão pouca desgraça
Mas no fim do mês lembra de pagar a prestação
Desse sorriso nos lábios...
O jogo, a nega, a loteca, a fome e o futebol
E os sorrisos nos lábios
A taça, a vida, a dureza, Viva a beleza do Sol
E o sorriso nos lábios
Os olhos fundos sem sono
Os corpos como lençol
E o sorriso nos lábios
O cerco, a vida, o circo
Silêncio metanormal
E o sorriso nos lábios...
Escrito por Poeta às 03h02
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