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CANETADAS ENTRE CONHAQUES... Entre e beba A Vontade


Te Gosto

(em construção há meses. Travou.)

 

 

 

Te gosto tanto

Era tanto acalanto

Que até me espanto

Ao te enraizar

 

Te gosto solta

Que fico a tua volta

E até quando te saio

Não tarda o voltar

 

Te gosto assim

Qual flor, menina

Que ora fascina

Nos fazendo ficar

 

Te gosto morena

Inda que pequena

Tua mera existência

É só um delirar

 

Te gosto sobremaneira

Me faço a fogueira

Que sempre a esquenta

Chega até a queimar

 

Te gosto sorteio

O teu jeito faceiro

Eu nunca sei o jeito

Que vou te encontrar

 

Te gosto hoje partindo

Chegaste ontem sorrindo

E nada hesitaste

Em tudo abandonar

 

Te gosto azeda

Em tua avareza

Que de tão mesquinha

Eu chego a chorar

 

Te gosto surtando

E alto gritando

Quando eu insisto

Em nos machucar

 

Te gosto distante

Com outros amantes

Em bocas alheias

A nos crucificar

 

Te gosto voltando

Suja e sangrando

Meu mundo rodando

Tendendo a aceitar

 

Te gosto negada

A obra acabada

O longo descaminho

Ao só o canhoto restar

 

Te gosto morrendo

Bebendo o veneno

Que tal qual criança

Pus-me a venerar



Escrito por Poeta às 12h33
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Raulzito

(faz tempo que ele não aparece, sempre profícuo)

 

 

 

Conserve seu medo

Mantenha ele aceso

Se você não teme

Se você não ama

Vai acabar cedo

 

Esteja atenta

Ao rumo da História

Mantenha em segredo

Mas mantenha viva

Sua paranóia

 

Conserve seu medo

Mas sempre ficando

Sem medo de nada

Porque dessa vida

De qualquer maneira

Não se leva nada

 

E ande pra frente

Olhando pro lado

Se entregue a quem ama

Na rua ou na cama

Mas tenha cuidado

 

Cuidado...

Muito!



Escrito por Poeta às 09h37
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