Soneto da Dissuasão

Era macia tela
que sustenta
A vida varada
qual treliça
Mataste a vã fome
movediça
Amêndoa que a
alma alimenta
Ontem aquecia
qual pimenta
Que tal qual um
sonho só atiça
Falsa valsa e
caiu a promessa
Já a existência
não agüenta
Eis que a vida
virou desengano
E loucura
tornou-se o destino
O inviável fez-se
um capataz
Mentira ser um
erro humano
No teu surto
podre e mundano
Teus bueiros
deixei lá atrás
Escrito por Poeta às 02h00
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