Soneto da Infidelidade

Surgem sempre na vida conflitos
Dóceis olhos se tornam doentes
E as marcas serão permanentes
Se o mero pensar inspirar atritos
Tal qual claro flagrante de delito
Infração continuada e insistente
O corpo cede ao desejo renitente
Do louco apetite ardente e aflito
Eis que inebriado faz-se o pagão
Ofusca-se o Amor sem apreensão
No humano desejo da obtenção
A porta fecha sem nenhum senão
Frágeis os escrúpulos logo se vão
Se intensa e insana for a tentação
Escrito por Poeta às 03h15
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